sexta-feira, 2 de abril de 2010

abordagem humanistico

A abordagem Humanístico-Experencial

DESCRIÇÃO TEÓRICA: refuta a visão redutora seja do pessimista determinismo analítico, seja da simplificação mecanicista do behaviorismo e propõe a filosofia existencial da autodeterminação ao tornar pessoas livres e responsáveis, capazes de escolher a auto-realização e dar um sentido às suas vidas (Frankl). A consciência de nossa própria identidade torna-se mais forte ao enfrentarmos com coragem a solidão e a angústia da morte e do não-ser (Existencialismo). A inspiração básica encontra-se em Dostoievski, Kierkegaard, Nietzche, Heidegger, Sartre, Buber, Camus, Jasper, Russel e Tilich, além de, em tempos mais recentes, na Psicologia Humanística (Movimento do Potencial Humano, de Esalen).

APLICAÇÕES METODOLÓGICAS: a jornada terapêutica é vivida numa relação participativa (Binswanger) que visa mais ao "crescimento" do que à "cura"(May); o terapeuta é autêntico e, além de comunicar empatia e aceitação (Rogers), propõe também experiências fenomenológicas (Husser) no AQUI e AGORA, que aumentam a consciência e a integração da personalidade (Yalom). Passando por este caminho, as experiências emotivas não expressas do passado são revividas no presente com maior conseqüência e consciência da linguagem corporal (Yanov).

A clareza de contato com o ambiente favorece o desenvolvimento da espontaneidade e da criatividade (Perls). A terapia tem duração mediana e é focalizada tanto no intrapsíquico quanto no interpessoal. A autonomia que dela decorre é experimentada em grupo, juntamente com a capacidade de viver profundas e intensas experiências humanas. É uma terapia holística que visa principalmente a melhorar a qualidade da existência – isto é, tornando-a menos alienada – mais do que o "restabelecimento" a qualquer custo (Maslow), e é contra-indicada para quem procura respostas fáceis e pré-fabricadas; prontas e rápidas para fugir da ansiedade existencial (Laing).

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